Paul-Pierre e Justin Tuck x Vince Wilfork e Jarod Mayo

Paul-Pierre e Osi Umenyiora x Vince Wilfork e Jarod Mayo

Por Brunno Kono e Murilo Borges

Tom Brady tem um bom desafio pela frente. Em 2008, o camisa 12 sofreu com as investidas dos defensive ends dos Giants e para este domingo, o cenário não é muito diferente. A foto no perfil do Twitter de Paul-Pierre (ele encarando Aaron Rodgers no chão) diz quase tudo. A defesa novaiorquina adora sacar quarterbacks – foram 57 na temporada e playoffs. Em sincronia com a secundária e os linebackers, New York parou o Green Bay Packers em Wisconsin. A ideia é repetir o feito no Lucas Oil Stadium.

Em Foxborough, a defesa dos Patriots foi muito criticada ao longo da temporada, mas apresentou melhoras nessa reta final, mesmo sem contar com grandes playmakers em seu elenco. Vince Wilfork, com seus 147 quilos, está em boa fase e vai ter que liderar os companheiros na pressão a Eli Manning. De quatro anos para cá, camisa 10 virou outro jogador. Veja a análise das defesas abaixo.

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LINEBACKERS

New England Patriots
Nomes: Tracy White, Brandon Spikes, Jerod Mayo e Rob Ninkovich
Os linebackers dos Patriots não são dos melhores. A defesa de New England foi uma das piores da NFL na temporada cedendo mais de 410 jardas e 32 pontos por partida. Apesar disso, o time conseguiu forçar muitos turnovers, 23 interceptações e 10 fumbles, muito disso pela pressão que os linebackers impõem nos quarterbacks. Destaque para Ninkovich que tem 74 tackles, 6.5 sacks e duas interceptações na temporada.

New York Giants
Nomes: Mathias Kiwanuka, Jacquian Williams e Michael Boley
Os Patriots têm um ataque terrestre que representa algum perigo para os Giants, mas a previsão para domingo é que o corpo de linebackers gaste mais tempo atrás dos tight ends do que bloqueando running backs. E isso deve depender de como Rob Gronkowski vai para o jogo – que segue como uma incógnita até agora. Kiwanuka, Boley e o jovem Williams formam um bom trio e têm um teste de fogo pela frente, ajudando na marcação de Gronkowski, Aaron Hernandez e Wes Welker, sendo o último muito utilizado em lances rápidos pelo meio. Uma boa cobertura pode atrasar o passe e render um sack para a ótima linha defensiva.

Quem leva a melhor?
Por contar com uma ótima linha defensiva, os linebackers dos Giants podem ficar recuados ou destacados para outros tipos de jogada, além da blitz no quarterback adversário. A vantagem fica com Nova York.

LINHA DEFENSIVA

New England Patriots
Nomes:
Vince Wilfork, Brandon Deaderick, Shaun Ellis e Kyle Love
Depois de Andre Carter deixar o campo machucado na semana 15, os Patriots passaram a utilizar a formação 3-4. Os três jogadores da linha defensiva não são os mais rápidos da NFL, mas eles podem ganhar a batalha nas trincheiras e evitar que o New York Giants estabeleça o jogo corrido. Desde a semana 16, nenhum ataque correu mais de 100 jardas contra defesa de New England. Entretanto, a média da temporada regular foi de 117 jardas corridas por jogo.

New York Giants
Nomes: Justin Tuck, Jason Pierre-Paul, Chris Canty e Osi Umenyiora
Pierre-Paul, que tem apenas 23 anos, está em uma fase incrível e gosta de distribuir “abraços carinhosos” nos quarterbacks. Os Giants possuem a 4° melhor marca de sacks na temporada (48) e a primeira nos playoffs (nove), empatado com Houston Texas e San Francisco 49ers – duas excelentes defesas. Com Tuck e Umenyiora, a pressão para cima de Tom Brady deve acontecer de todos os lados – e isso será fundamental para dar a Eli Manning a chance de ser bicampeão do Super Bowl.

Quem leva a melhor?
Embora Vince Wilfork esteja em excelente fase, não há o que comparar. O trio Pierre-Paul, Tuck e Umenyiora responde por 5,5 sacks nos playoffs e outros 30 sacks durante a temporada. Tom Brady enfrentou muita pressão no Super Bowl em 2008 e pode esperar o mesmo neste final de semana. Se a linha defensiva dos Patriots não conseguir segurar os avanços dos novaiorquinos, New England terá problemas. Ponto para a Big Apple.

LINHA SECUNDÁRIA

New England Patriots
Nomes: Devin McCourty e Leigh Bodden (cornerbacks), e Sergio Brown e Patrick Chung (safeties)
A secundária dos Patriots foi um desastre nessa temporada. Pior do que o time de New England, apenas o Green Bay Packers, que cedeu mais jardas, apesar de ter forçado muitos turnovers. Foram 294 jardas aéreas cedidas por partida. Os Patriots não conseguem cobrir nenhum grupo de wide receivers sem pressionar o quarterback adversário, muito menos o forte trio dos Giants. Na semana nove, contra o mesmo adversário do Super Bowl, Manning acertou quatro de 14 passes quando pressionado em blitz e com um homem na cobertura. Sem blitz, Eli deitou e acertou 11 dos 14 passes. O ponto forte são as 23 interceptações da temporada, segunda melhor marca da NFL.

New York Giants
Nomes: Aaron Ross e Corey Webster (cornerbacks), e Antrell Rolle e Kenny Phillips (safeties)
A secundária dos Giants tem a vantagem de contar com um bom “front-seven”, o que alivia um pouco a pressão nos cornerbacks e safeties se a jogada requer um blitz para cima do quarterback. No último confronto entre os dois times, Brady teve um índice de acerto de apenas 39% e em situações de blitz, o percentual cai para 38,4% – o que representa um ótimo trabalho não só da unidade, mas da defesa do time como um todo. Se a sincronia entre linha defensiva, linebackers e secundária funcionar como em novembro, o primeiro passo para o título do Super Bowl começa aqui.

Quem leva a melhor?
A secundária dos Patriots cedia em média 311 jardas por jogo durante a temporada regular. Nos playoffs, esse número caiu para 221 jardas – 90 jardas a menos. Seria um grande feito dos defensores, se os adversários da equipe não fossem Denver Broncos e Baltimore Ravens, dois times cujos ataques estão focados nos running backs. Em NY, Ross e Webster são uma boa dupla e no banco, a franquia tem ainda o calouro Amukamara. Mais atrás, Rolle e sua experiência de já ter perdido um Super Bowl com o Arizona Cardinals pode contar a favor dos Giants. Disputa acirrada, mas os novaiorquinos levam a melhor.