Uma rebatida simples, uma tripla (a primeira do ano), um home run (também o primeiro do ano) e quatro corridas impulsionadas. Paulo Orlando teve uma atuação inspirada na noite desta terça contra o Boston Red Sox, sendo fundamental na vitória do Kansas City Royals por 8 a 4. Foi o melhor jogo na carreira do brasileiro, e que poderia (ou deveria) ter impacto na sua situação dentro do time.

O brasileiro tem sido reserva nos Royals nesta temporada. O técnico Ned Yost tem preferido Jarrod Dyson, que leva vantagem na defesa e no roubo de bases, com o bônus extra de ser canhoto (ou seja, tem preferência contra abridores destros). Orlando vai bem nesses fundamentos, mas onde ele bate o companheiro é no bastão, sobretudo por ter mais potência.

Pela forma como Yost idealizou sua equipe, as virtudes de Dyson eram mais importantes. No entanto, o Kansas City vem sofrendo ofensivamente nesta temporada, é o segundo pior da Liga Americana e o quarto pior de toda a MLB. Isso tem impedido o atual campeão da liga a fazer uma campanha melhor que os 50% de aproveitamento que carrega neste momento.

Nesse cenário, priorizar o ataque soa como uma opção mais interessante para Yost. E, nesse fundamento, Orlando tem sido claramente superior a Dyson. O brasileiro tem 33,3% de aproveitamento, contra 21,7% do americano. Dyson teve 25 oportunidades a mais no bastão, e ainda assim Orlando tem mais rebatidas (17 a 15), corridas impulsionadas (5 a 4), triplas (1 a 0) e home runs (1 a 0 também).

O norte-americano está com alguns de seus piores números na carreira e é viável acreditar que ele se recupere ao longo da temporada. Do mesmo jeito que o brasileiro talvez não mantenha um aproveitamento tão alto em longo prazo. E, mesmo se as duas coisas ocorrerem, o resultado seriam dois jogadores de nível técnico parecido. Mas, neste momento, dar a Orlando mais chances de jogar é a melhor opção para os Royals.