Desde a ascensão feroz do estilo Moneyball, imposto por Billy Beane no começo deste milênio, vários times do beisebol têm adotado gradativamente administradores que priorizam os números na hora da montagem do elenco. Há vários exemplos assim, como Chicago Cubs com Theo Epstein, Jeff Luhnow no Houston Astros, John Mozeliak no St. Louis Cardinals e tantos outros. O Milwaukee Brewers entrou na onda ao nomear David Stearns como novo gerente geral da equipe.

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Formado em ciências políticas na universidade de Harvard em 2007, Stearns está no mundo do beisebol há um bom tempo e, nas últimas três temporadas, foi assistente de Luhnow nos Astros. Antes, trabalhou com o Cleveland Indians, Pittsburgh Pirates e também no escritório da MLB na parte jurídica. Aos 30 anos, ele se torna o mais novo gerente geral em atividade – mas não da história.

A mudança de direção é brusca para os Brewers. O antigo gerente geral, Doug Melvin, não era um diretor voltado para as estatísticas e Sterns tem essa característica como a sua principal. Já mostrou várias vezes que tem esse lado e trabalhou em franquias que priorizam muito isso.

Para um time de mercado pequeno, mas com espaço salarial bom e categoria de base precisando de revitalizar, parece que a contratação, de acordo com o estilo de Stearns, renderá bons frutos para o time. Além disso, no passado recente, reformar a equipe depois de uma temporada ruim através das estatísticas e prospectos tem sido saída bem interessante em vários casos nos últimos anos.