O Muhammad Ali que poucos se lembram: o torcedor e benfeitor dos Cardinals

A temporada do beisebol universitário está chegando em sua reta final. Os principais times dos Estados Unidos estão na disputa dos Super Regionais, torneios que indicarão os oito participantes da College World Series, a final nacional. O Louisville Cardinals pinta como um dos favoritos, mas, em uma eventual decisão, não poderá contar com seu torcedor mais ilustre: Muhammad Ali.

O maior boxeador de todos os tempos morreu na noite desta sexta em Phoenix. Ele se tornou uma lenda em várias áreas, e talvez seja o maior esportista de todos os tempos por unir todas elas. Foi medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1960 e três vezes campeão mundial dos pesos pesados. Suas lutas contra George Foreman e Joe Frazier estão entre as maiores da história do esporte. Fora dos ringues, soube usar sua inteligência e jeito desbocado para trabalhar o marketing e a promoção esportiva, com frases de efeito e provocações lendárias. Além disso, era uma tivista político, negando-se a lutar na Guerra do Vietnã (uma decisão que lhe custou uo cinturão dos pesados), adotando o nome muçulmano e usando sua fama para ser um embaixador da paz.

Mas Ali também é um amante de esportes. Não apenas do boxe, mas doq ue envolve a Universidade de Louisville. Ele foi visto em diversas partidas dos times de futebol americano e de basquete dos Cardinals. Quando a universidade entrou em uma crise administrativa e se auto-impôs uma suspensão em jogos de playoffs no basquete, o ídolo foi ao Twitter pedir à universidade se unir: “”De um campeão para outro, sempre estarei apoiando a Universidade de Louisville. Vai, Cards!”.

Não foi sua única manifestação de Ali em favor dos Cardinals. Ele sempre mostrou um torcedor das equipes da universidade, nos diversos esportes. Apareceu em partidas de fuebol americano e, claro, basquete (principal esporte da instituição.

No entanto, o time com o qual tinha mais afinidade era o de beisebol. Ali e sua esposa Lonnie já frequentavam algumas partidas dos Cardinals, mas se tornaram assíduos a partir de 2009, quando Asaad Ali – filho do casal – foi catcher da equipe. Essa passagem criou uma grande relação entre Ali, sua mulher Lonnie e a comissão técnica da equipe.

Asaad chegou a ser draftado pelo Los Angeles Angels em 2009, mas preferiu ir à universidade. Hoje, é assistente técnico do time de beisebol da Ellsworth Community College, em Iowa, e olheiro na região para o Chicago White Sox.

Os Ali assistiam as partidas de beisebol dos Cardinals na cabine da direção ou atrás do home plate. Eles chegaram até a ver jogos no Arizona e na Flórida, onde também tinham casa. Em 2015, a família doou metade de um prêmio de US$ 100 mil que Muhammad ganhou para criar um programa de bolsas de estudos para jogadores do time de beisebol da universidade.

Ano passado, a família Ali havia prometido viajar até Omaha para torcer pelos Cardinals na College World Series. No entanto, o time perdeu o jogo decisivo, na final do Super Regional, e não teve a vaga. Nesta temporada, a Universidade de Louisville surge como uma das favoritas. Mas seu torcedor e apoiador mais ilustre não poderá