Eli Manning comemora o touchdown lançado para Manningham

O Candlestick Park pode ser tombado como o palco de duas das maiores partidas na história dos playoffs na NFL. Em um final de jogo emocionante, o New York Giants derrotou o San Francisco 49ers com um field goal na prorrogação e enfrenta agora o New England Patriots no Super Bowl XLVI – reedição da final de quatro anos atrás, vencida pelos Blues.

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Sem conseguir estabelecer o ataque terrestre até meados do segundo tempo, Eli Manning assumiu a responsabilidade de liderar os Giants e suportou a pressão da defesa dos 49ers como poucos quartebacks conseguiram fazer ao longo da temporada. O camisa 10 foi exigido como nunca e lançou 58 passes, sua maior marca na temporada, completando 32 para 316 jardas e dois touchdowns. A parceria com o wide receiver Victor Cruz, iniciada na terceira rodada diante dos Eagles e que parece não ter data para terminar, foi mais uma vez um dos grandes diferenciais do ataque. Cruz não dançou salsa na endzone adversária, mas terminou a noite com dez recepções para 142 jardas.

A defesa novaiorquina teve suas dificuldades contra o bom ataque terrestre dos 49ers e apesar de ceder dois touchdowns para Vernon Davis, fez um bom trabalho anulando os demais recebedores e permitindo apenas uma conversão de terceira descida – e quando a partida estava decidida a ir para a prorrogação. Michael Crabtree, que é o melhor jogador dos Niners na posição de wide receiver, recebeu apenas um passe para três jardas.

Nos especialistas, San Francisco tem ótimos jogadores em Andy Lee e David Akers, mas com o retornador Kyle Williams, foi uma noite para ser esquecida. O wide receiver falhou na hora de retornar um punt e depois um kickoff. Na primeira ocasião, deixou a bola encostar em seu joelho, tornando-a “viva” e sendo imediatamente recuperada pelos Giants. Na segunda, sofreu o fumble, colocou os novaiorquinos em ótima posição para chutar o field goal e acabar com a partida. Do outro lado da moeda, destaque para Devin Thomas, responsável por recuperar a bola nos dois casos.

San Francisco repetiu a fórmula usada contra o New Orleans Saints. A defesa jogou muito bem e conseguiu impedir que o ataque dos Giants conquistasse uma vantagem maior do que duas posses de bola. No ataque, Alex Smith e Vernon Davis voltaram a protagonizar belos lances, mas a carência de uma maior regularidade e consistência ainda parece ser o grande ponto fraco do time. Para uma equipe cuja expectativa era não terminar o ano com um retrospecto negativo, o vice-campeonato da NFC está de ótimo tamanho.

O JOGO

Primeiro quarto: Smith e Davis inauguram o placar com estilo

San Francisco começou com a posse da bola, mas em sua primeira campanha, pouco conseguiu produzir. Ambos os times tinham dificuldades para jogar com a chuva que atingia o Candlestick Park e em uma 3ª descida para oito jardas, Eli Manning foi sacado e sofreu o fumble, que foi recuperado pelos próprios Giants, mas não evitou o punt.

Na campanha seguinte, Alex Smith encontrou Vernon Davis livre em uma rota em profundidade e fez aquela que viria a ser a única jogada de efeito do ataque californiano no primeiro tempo. O tight end recebeu a bola e correu para a endzone, marcando um lindo touchdown de 73 jardas. O New York Giants tentou responder, mas sem conseguir converter uma 4ª descida para uma jarda, deu a oportunidade para San Francisco tentar uma nova pontuação – sem sucesso. Placar: 7 a 0 – 49ers.

Segundo quarto: New York, New York

Com a posse de bola, os Giants empataram a partida após uma bela campanha de 69 jardas, Manning lançou para Bear Pascoe deixar tudo igual no Candlestick Park. Com menos de três minutos no relógio, os 49ers tinham a chance de ampliar a vantagem no placar antes de ir para os vestiários. Logo após a pausa nos dois minutos finais, San Francisco não conseguiu avançar e chutou o punt de volta para os Giants. O time de Nova York veio a campo para sua última campanha no primeiro tempo e com bons passes de Manning para ótimas recepções de Victor Cruz, colocou o ataque em boa posição para chutar o field goal e tomar a liderança. Placar: 10 a 7 – Giants.

Terceiro quarto: Smith e Davis, de novo

Na volta do intervalo, os Giants começaram bem com uma corrida de quase dez jardas de Bradshaw, mas nas  duas jogadas seguintes, a defesa dos 49ers apareceu e evitou a primeira descida. Sem conseguir ser efetivo no passe, San Francisco dependia das corridas para conquistar a primeira descida, com destaque para o calouro Kendall Hunter, mas não foi além da linha de 49 jardas do seu próprio campo.

Mesmo com a oportunidade de ampliar a vantagem no placar para mais de uma posse de bola e dar assim um importante passo rumo ao Super Bowl, New York parava na defesa dos 49ers. Depois de campanhas sem avanços, San Francisco voltou a liderar o placar no Candlestick Park da mesma forma como anotou seu primeiro touchdown: jogadas rápidas e longas. Smith conectou dois passes para Gore e Davis, respectivamente, avançando 52 jardas para o TD.

Sem conseguir o estabelecer o jogo corrido, limitado a 54 jardas no 3º quarto, Manning sofria com a pressão da defesa adversária. Na campanha seguinte ao touchdown dos 49ers, o camisa 10 acabou sacado na 3ª descida. No drive seguinte, por muito pouco não foi interceptado por Dashon Goldson e Tarell Brown, que foram juntos para a bola e acabaram se chocando – pior para Brown, que deixou o campo amparado. Placar 14 a 10 – 49ers.

Quarto quarto: Manning coloca time no jogo e defesas forçam a prorrogação

Últimos 15 minutos de jogo no Candlestick Park. A defesa dos 49ers evitou que Eli pontuasse, mas na devolução do punt, a equipe de Nova York recuperou a posse no erro do retornador Kyle Williams – a bola encostou na canela do jogador e foi recuperada pelos Giants. Caso a arbitragem não apitasse o fim da jogada, seria TD dos Giants, virando o placar. Alheio ao erro dos árbitros, o irmão mais novo de Peyton Manning encontrou Mario Manningham para marcar o touchdown e virar a partida para 17 a 14 (com o extra point).

A resposta dos 49ers foi imediata. Com duas ótimas corridas de Smith e Hunter, San Francisco chegou na redzone adversária e empatou o jogo com um field goal de 25 jardas, convertido por David Akers. Em um final de jogo emocionante, as defesas voltaram a aparecer muito bem, não permitindo quaisquer avanços dos ataques e sacando os dois quarterbacks.

Menos de dois minutos por jogar e cinco tempos no jogo (três dos 49ers e dois dos Giants), cada ataque ainda teve uma posse de bola e, novamente, as defesas apareceram para não permitir o fim do jogo no tempo regulamentar. Placar: 17 a 17.

Prorrogação: Fumble, field goal e Super Bowl!

Melhor no cara ou coroa, o New York Giants começou com a bola. Eli Manning chegou a arriscar um perigoso passe em profundidade, que novamente não foi interceptado, uma vez que os dois defensores que estavam na jogada se chocaram. Com a bola, San Francisco também não foi longe e devolveu a bola. As defesas, que “adiaram” a decisão para a prorrogação, repetiram suas atuações na etapa extra. O turnover decisivo do jogo viria a acontecer com Kyle Williams. O wide receiver recebeu o punt, mas sofreu o fumble, recuperado pelos Giants, já no campo de ataque. A equipe novaiorquina conquistou a primeira descida e duas jogadas depois, Lawrence Tynes chutou o field goal para carimbar a passagem da equipe para Indianápolis. Placar final: 20 a 17 – Giants.


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