Depois de 12 temporadas no Cleveland Cavaliers, a saída de Anderson Varejão foi muito sentida por toda comunidade da cidade e os jogadores da equipe. Nunca é fácil ir embora um verdadeiro ídolo que esteve lá durante os momentos bons e ruins. Só que entre todos os times da liga, o brasileiro resolveu acertar com o principal algoz dos Cavs.

VEJA TAMBÉM: Curry é tão bom que nem mesmo o videogame consegue acompanhá-lo

Além da proposta do Golden State Warriors, Varejão participou de conversas com o San Antonio Spurs e o Oklahoma City Thunder, dois times da elite do Oeste. Mas nenhum convenceu tanto como os californianos, e apesar disso os ex-companheiros não guardam nenhuma mágoa.

“Eles vão ter todas as nossas informações agora”, brincou Love. “Mas falando sério, estou feliz por ele. Claro, ele vai para um time muito bom. É difícil perder um irmão como esse e o tanto que ele significou para a cidade e a franquia. Ele era amado aqui.”

Tristan Thompson, que era muito próximo a Varejão, também entendeu a decisão, dizendo que são negócios e que ele precisa continuar jogando. A compreensão dos jogadores é muito válida. Na NBA, o atleta precisa entender que os times funcionam como uma empresa e que não dá para deixar passar um bom negócio. Ter a oportunidade clara de vencer o primeiro título da carreira e jogar na melhor equipe da atualidade são atrativos quase irresistíveis.

Até mesmo LeBron James, que chegou a dizer que Varejão era como um irmão para ele, também entendeu a causa. “Não tenho problema com ele indo para os Warriors. O cara precisa trabalhar.”

Claro que Varejão tem toda uma história contra os Cavs, e que a chance de fazer uma final contra eles é muito grande. Mas fora de quadra, mesmo em uma eventual decisão entre ambos, o brasileiro provavelmente seria bem visto pelos torcedores e também os jogadores. Afinal, ele não pediu para ser negociado e a sua saída foi obra da diretoria. É provável que até mesmo que a Quicken Loans Arena o aplauda se a tão aguardada final acontecer.


  • Lucas Kacherian

    E não poderia ser diferente. Se na hora de ser trocado, a justificativa é que é tudo “business”, então na hora de escolher um time, o mesmo pensamento deve ser aplicado. Além do mais, o cara tem a oportunidade de atuar no melhor time da atualidade, um dos melhores da história, que vem quebrando recordes e mostrando uma forma de jogar basquete incrível, e ainda por cima ganha de brinde a chance de atuar ao lado de jogadores coletivos, talentosos e que formam uma equipe. Ao contrário de alguns astros por aí…