Um dos maiores jogadores da história da NFL, fechou sua carreira conquistando o Super Bowl 50. Uma das maiores jogadoras de futebol da história, conquistou a Copa do Mundo feminina em seu último ano. Um dos maiores jogadores da história do basquete, fechou a carreira com uma partida de 60 pontos. Não há a menor dúvida que Peyton Manning, Abby Wambach e Kobe Bryant foram três dos grandes nomes que deixaram o esporte em 2015/16. Por isso, não há como contestar o fato de eles serem merecedores de um prêmio pelo que fizeram, como a edição de 2016 do Espys.

Era difícil decidir entre eles. Cada um, dentro de sua modalidade, foi vencedor e deixou sua marca, como Derek jeter, vencedor único de 2015. Dessa forma, a organização decidiu dar o prêmio aos três. Uma decisão compreensível, já que se trata de uma premiação honorífica e estabelecer uma competição entre quem foi mais espetacular entre grandes nomes acabaria indiretamente desvalorizando a trajetória dos derrotados.

Até aí, tudo certo. Mas, se era possível premiar mais de um atleta nessa categoria, faltou um nome: Jeff Gordon. O piloto encerrou a carreira na Sprint Cup em 2015 com quatro títulos, 93 vitórias (terceiro no ranking histórico) e três vitórias nas 500 Milhas de Daytona. É recordista de vitórias em superspeedways e em mistos, o que mostra sua versatilidade. Também sempre foi muito respeitado por torcedores e adversários. É um dos melhores da história do automobilismo americano.

Manning, Wambach e Bryant (no vídeo abaixo, o discurso deles em inglês) mereciam o prêmio de ícone. Mas, já que era possível entregar para três, podiam dar para quatro e incluir Gordon.

Veja abaixo a lista completa de vencedores do Espys 2016:

Melhor desempenho de quebra de recorde: Stephen Curry (basquete/Golden State Warriors)
Melhor atleta revelação: Jake Arrieta (beisebol/Chicago Cubs)
Melhor jogada: Aaron Rodgers para Richard Rodgers (futebol americano/Green Bay Packers)
Melhor time: Cleveland Cavaliers (basquete)
Melhor atleta mulher: Breanna Stewart (basquete/UConn Huskies e Seattle Storm)
Melhor atleta homem: LeBron James (basquete/Cleveland Cavaliers)
Melhor desempenho de título: LeBron James (basquete/Cleveland Cavaliers)
Melhor jogo: Golden State Warriors x Cleveland Cavaliers, jogo 7 das finais da NBA (basquete)
Melhor jogador da NBA: LeBron James (Cleveland Cavaliers)
Melhor jogador da MLB: Bryce Harper (Washington Nationals)
Melhor atleta mulher de esporte de ação: Jamie Anderson (snowboard)
Melhor atleta homem de esporte de ação: Ryan Dungey (motocross)
Melhor jóquei: Mario Gutierrez
Melhor jogador de boliche: Jason Belmonte
Melhor atleta universitária: Breanna Stewart (basquete/UConn Huskies)
Melhor atleta mulher com deficiência: Tatyana McFadden (atletismo)
Melhor atleta homem com deficiência: Richard Browne (atletismo)
Maior zebra: Vitória de Holly Holm sobre Ronda Rousey (MMA)
Melhor técnico: Tyronn Lue (basquete/Cleveland Cavaliers)
Melhor atleta internacional: Cristiano Ronaldo (futebol/Real Madrid e Portugal)
Melhor lutador: Conor McGregor (MMA)
Melhor jogador da NFL: Cam Newton (Carolina Panthers)
Melhor jogador da NHL: Sidney Crosby (Pittsburgh Penguins)
Melhor jogadora da WNBA: Maya Moore (Minnesota Lynx)
Melhor atleta universitário: Buddy Hield (basquete/Oklahoma Sooners)
Melhor piloto: Kyle Busch (Nascar)
Melhor golfista homem: Jordan Spieth
Melhor golfista mulher: Lydia Ko
Melhor tenista homem: Novak Djokovic
Melhor tenista mulher: Serena Williams
Melhor jogador da MLS: Sebastian Giovinco (Toronto FC)
Prêmio Jimmy V de Perseverança: Craig Sager
Prêmio Arthur Ashe de Coragem: Zaevion Dobson
Prêmio Pat Tillman de Serviço militar: Sargento Elizabeth Marks
Melhor momento: Cleveland vence seu primeiro título em 52 anos
Melhor atleta que deu a volta por cima: Eric Berry (futebol americano/Kansas City Chiefs)
Prêmio de Ícone: Kobe Bryant (basquete/Los Angeles Lakers), Peyton Manning (futebol americano/Denver Broncos) e Abby Wambach (futebol/Estados Unidos)


  • Paulo Roberto Ramos de Andrade

    E este é exatamente um dos problemas do politicamente correto… querer agradar todo mundo nunca funciona e acaba não agradando ninguém… friamente falando se todo mundo é ícone do esporte, então ninguém é.