ESPECIAL | O que rolou no primeiro mês da NBA

26/jan/2012 | Murilo Borges

Faltou muito pouco para os amantes da NBA ficarem sem temporada nesse ano. Mas como um presente do Papai Noel, a principal liga de basquete do mundo voltou no dia 25 de Dezembro. Com ela, as enterradas, assistências, tocos e tudo mais, que fizeram esse primeiro mês de competição passar rapidinho.

O ExtraTime preparou um especial sobre esse primeiro mês, apontando os líderes de divisão, as surpresas, as lesões, a maratona de jogos, os melhores novatos, a atuação dos brasileiros, recordes, curiosidades, a opinião de três especialistas e tudo que aconteceu de mais importante na NBA neste primeiro mês.

CONFERÊNCIA LESTE

LeBron James está com ótimos números na atual temporada da NBA e mais uma vez lidera o Miami

Atlântico – Philadelphia 76ers
Os 76ers são uma das principais surpresas desta temporada da NBA. O jovem time da Pensylvania começou a temporada  muito bem, surpreendeu os favoritos a divisão, Knicks e Celtics, e estão em primeiro com 12 vitórias em 18 jogos. Philadelphia está com o quarto melhor ataque da liga com média de 99.39 pontos por partida, que teve como combustível os rápidos Jrue Holiday e Andre Iguodala.

Boston Celtics está em segundo na divisão, apesar do péssimo começo com aproveitamento inferior a 50%. O New York Knicks continua muito irregular e ainda não encaixou seu jogo nessa temporada também. New Jersey Nets e Toronto Raptors claramente não estão preparados para brigar por uma vaga nos Playoffs nesse ano.

Central – Chicago Bulls
O Chicago Bulls teve a melhor campanha da Conferência Leste com 16 vitórias e apenas quatro derrotas. Mesmo sem Derrick Rose por alguns jogos, Luol Deng e o ótimo garrafão formado por Carlos Boozer e Joachim Noah deram conta do recado vencendo as partidas. É o time que mais pega rebotes na NBA, 45.20 por jogo, e o que toma menos pontos, 86.30. Não à toa, o melhor time desse primeiro mês.

O Indiana Pacers é o segundo na divisão em um ótimo começo. O jovem time melhorou muito com as chegadas de David West e George Hill e as 12 vitórias conseguidas nos 17 jogos foram por conta da forte defesa dos Pacers que contam com Roy Hibbert, Paul George e Danny Granger, todos ótimos defensores. Vitórias contra Lakers, Celtics e Bulls fora de casa mostram a força dos Pacers.

Milwaukee Bucks e Cleveland Cavaliers brigam para ver quem é a terceira força da Central. Cavs apostam em Anderson Varejão e, principalmente, no novato Kyrie Irving, enquanto os Bucks têm um elenco melhor, que já jogou junto na temporada passada, e devem até brigar pela oitava vaga para os Playoffs.  O outro time da divisão, o Detroit Pistons, ainda não se encontrou em quadra e as perspectivas não são boas para o resto do ano.

Sudeste – Atlanta
Apesar de perder o pivô Al Horford por no mínimo quatro meses, o Atlanta Hawks teve um ótimo primeiro mês na NBA. O time conseguiu grandes vitórias, inclusive contra os tidos como melhores times da Conferência, Miami Heat e Chicago Bulls. Joe Johnson e Josh Smith estão em uma temporada espetacular e a franquia lidera a divisão a frente do Orlando Magic e do poderoso Miami Heat.

Orlando Magic e Miami Heat também tiveram bons começos e estão colados no Atlanta na divisão mais equilibrada da Conferência Leste, por enquanto. Dwight Howard está em uma temporada fantástica com médias de 16 rebotes e 20 pontos por jogo. Lebron James não fica atrás e possivelmente é o melhor jogador da liga neste primeiro mês com média de quase 30 pontos por jogo, 8 rebotes, 7 assistências e 2 roubos por partida.

Charlotte Bobcats e Washington Wizards tiveram os dois piores começos da Conferência e dificilmente terão forças para deixar as duas últimas colocações da divisão.

CONFERÊNCIA OESTE

O Oklahoma City Thunder teve o melhor começo da NBA

Noroeste – Oklahoma City Thunder
É a única divisão da NBA em que os cinco times são bons e podem até chegar aos Playoffs. O Thunder tem o melhor retrospecto da Conferência Oeste com 15 vitórias em 18 jogos e está pronto para brigar pelo título da NBA. Kevin Durante, James Harden e Russel Westbrook muito bem no perímetro e o ótimo garrafão defensivo formado por Serge Ibaka e Kendrick Perkins colocam Oklahoma em um patamar acima dos outros na Conferência.

Denver Nuggets, Utah Jazz e Portland Trail Blazers também estão com ótimas campanhas. Danilo Gallinari, Paul Milsapp e LaMarcus Aldridge comandam os times que brigarão por uma vaga nos Playoffs. O único time com recorde negativo na divisão é o Minnesota Timberwolves que apesar das oito vitórias em 18 jogos, Kevin Love continua jogando muito bem com ótimas médias (tem 17 duplos-duplos em 18 jogos) e o novato Ricky Rubio teve um espetacular começo na NBA.

Pacífico – Los Angeles Clippers
Os Clippers se reforçaram para a temporada com a chegada de Chris Paul, Chauncey Billups e Caron Butler. E deu resultado. A franquia  é líder da divisão à frente dos rivais dos Lakers e ainda conta com o rei das enterradas acrobáticas, Blake Griffin. Apesar de Kobe Bryant, cestinha da NBA até então,  estar arrebentando, o tradicional time de Los Angeles não está jogando bem. Derek Fisher não consegue organizar o ataque dos Lakers que ainda perderam Steve Blake, machucado, que vinha jogando bem.

Phoenix Suns e Sacramento Kings são quarto e quinto respectivamente e não conseguirão brigar com as franquias de Los Angeles nessa temporada. Dificilmente cehgarão aos Playoffs. Os Suns ainda dependem de Steve Nash, enquanto os Kings, apesar do time jovem e talentoso, ainda não está bem entrosado.

A grande decepção da divisão e talvez até de toda a NBA é o Golden State Warriors que venceu apenas cinco dos seus 16 jogos na temporada. A equipe conta com ótimos jogadores, como Stephen Curry e Monta Ellis, mas não conseguiu emplacar até agora. Tem tudo para melhorar seu retrospecto e, quem sabe, brigar por uma das últimas vagas nos Playoffs.

Sudoeste – San Antonio Spurs
Muito equilíbrio nessa divisão. O San Antonio Spurs lidera com 12 vitórias em 19 jogos, seguido de perto por Memphis, Dallas e Houston. Os experientes times dos Mavs e Spurs intercalam boas atuações, mas estão vencendo seus jogos que vão para a última bola. Mesmo sem o argentino Manú Ginobili, San Antonio contou com boas atuações de Tim Duncan e do novato Kawhi Leonard. Os Mavericks, sem Barea, Butler, Stevenson e Chandler, campeões na temporada passada, não são nem de longe o mesmo time. Para piorar, Jason Kidd e Dirk Nowitzki já perderam algumas partidas.

Grizzilies e Rockets estão mostrando um basquete consistente e devem brigar pela liderança desta disputada divisão. Sem Zach Randolph, mas com Rudy Gay, Memphis aposta no seu time jovem e nos bons jogadores que vem do banco, como O.J. Mayo, para vencer seus rivais. Houston tem Kevin Martin e Kyle Lowry que fazem ótima temporada, além do experiente e regular Luis Scola que sempre faz seus 20 pontos.

Everaldo Marques: Chicago está muito bem, Rip Hamilton contribuiu bastante com o ataque do time. Boozer e Noah se encaixando, eles são muito fortes. Tenho minhas dúvidas em relação ao Thunder por conta do Westbrook, que ainda não me passa confiança. Ele costuma passar quando tem que chutar e chuar quando tem que passar. Não sei como vai ser na hora decisiva. E ainda tempos o Miami que continua com os mesmos problemas do ano passado, não é um time. Tem jogadores fora do comum, mas continua faltando um armador para organizar o time e o jogo coletivo.

Gustavo Hofman: Acho que os melhores times são os favoritos a final da NBA: Bulls e Thunder Ainda são os times mais fortes, apesar do Miami também ser um dos candidatos graça ao trio James, Wade e Bosh. Mas Bulls e Thunder são os que mais me agradaram. Apesar dos times mais jovens, como 76ers, Pacers e Memphis estarem bem agora, quando chegar aos playoffs os times que brigam pelo título serão mesmo os que citei acima.

Eduardo Agra:  Chicago Bulls é o favorito para ganhar tudo. Bom armador que pontua, defesa sólida, técnico bom, e ótimo garrafão, tem o Asik ainda que faz o trabalho sujo muito bem no garrafão.Richard Hamilton também agregou bastante. O Oklahoma City Thunder também é muito forte. Ótimo garrafão, banco forte com o Sefolosha e o Harden. Westbrook muitas vezes é criticado, mas vejo ele evoluindo como armador dentro da liga. Antes de entrar na NBA, ele nunca jogou na armação, no High School jogava na posição 3. Seu atleticismo é impressionante e ao lado do Durant devem chegar forte.Coloco o Miami como a terceira força, mas vejo sintomas da temporada passada. Muito mal armado o time, falta um bom center para distribuir pancada lá embaixo. Spoelstra é fraquíssimo. Philadelphia e Pacers vão dar muito trabalho esse ano, principalmente o Indiana que defende bem, Roy Hibbert está jogando demais e West encaixou bem. Darren Collison será um grande armador na liga, ainda. Olho no Portland também, com Gerald Wallace e LaMarcus Aldridge.

NOVATOS

Primeira escolha no Draft, Kyrie Irving está mostrando todo o seu potencial no primeiro ano de NBA


O Draft do ano passado trouxe alguns bons jogadores que já estão de titulares em suas equipes. Destaque para os armadores Kyrie Irving e Ricky Rubio. Primeira escolha do último Draft, Irving está com média de 16.8 pontos e 4.9 assistências e já é o melhor jogador do Cleveland Cavaliers. O espanhol, draftado anos atrás, veio para a NBA um pouco desacreditado, mas logo ganhou a titularidade do Minnesota Timberwolves com suas mágicas assistências, 8.7 por jogo, 11.1 pontos e 2.6 roubos de bola para Rubio que está roubando a cena e arrancando elogios de todos.

Olho também para MarShon Brooks, titular dos Nets, que está com 15.4 pontos de média e 4.6 rebotes, e Iman Shumpert, do New York Knicks, que colocou Mike Bibby e Toney Douglas no banco por conta das suas boas atuações. A grande decpção tem sido o número dois do último Draft, Derrick Williams, que está com pouco tempo de quadra e com apenas 8.1 pontos de média pelos Timberwolves.

Everaldo Marques: Kyrie Irving está com números impressionantes e Ricky Rubio está deixando o torcedor de Minnesota louco com suas assistências. Nem os mais otimistas achariam que o espanhol iria tão bem logo de cara. O ritmo do europeu é outro, mais coletivo, cadenciado e o jogador estava um pouco estgnado sem evoluir nas últimas temporadas. Mas chegou arrebentando e é divertido ver o time jogar. Prêmio do calouro deve ficar entre os dois mesmos.

Gustavo Hofman: Kyrie Irving pelos números é o melhor disparado, seria o Rookie of the Year, hoje. Jogado muito bem ofensivamente. Não à toa foi a primeira esoclha. Derrick Williams está decepcionando, por enquanto. Ricky Rubio é engraçado, quando ele surgiu pela Espanha aos 17 anos todos disseram: “ta aí o novo melhor armador do mundo”, só que a evolução no basquete europeu não aconteceu como todos pensavam. Quando chegou na NBA, ninguém esperava esse impacto do jogador logo de cara. Está melhorando bastante seu arremesso. De fato surpreendendo a todos.

Eduardo Agra: Acho o Kyrie Irving muito habilidoso, mas gosto muito do Ricky Rubio também. Está fazendo o time do Minnesota jogar bem. Se tivesse que escolher o melhor novato eu daria para o prêmio para o espanhol. Irving pontua melhor, mas Rubio é mais completo como jogador ótimo nas assistências e nos roubos de bola.

BRASILEIROS

Varejão é um dos melhores defensores da liga

Está sendo um ano muito bom para os brasileiros da NBA. Anderson Varejão está com suas melhores médias na NBA, 9.8 pontos e 11.2 rebotes, e foi considerado pelo técnico dos Cavaliers, Byron Scott, como indispensável a equipe e um dos melhores defensores da liga. Nene já é uma realidade na NBA e continua com bons números, 13.4 pontos e 9.1 rebotes, ajudando o Denver Nuggets e com a titularidade absoluta na posição. All-Star Game, porém, será muito difícil para o brasileiro, devido as boas temporadas e grandes nomes como Kevin Love, Dirk Nowitzki, Blake Griffin, DeAndre Jordan, Pau Gasol, Andrew Bynum, entre outros.

Abaixo dos pivôs, vem Leandrinho Barbosa que parece ter se encontrado nos Raptors nas últimas partidas desse primeiro mês. Como sexto homem, está fazendo o mesmo trabalho que lhe rendeu o prêmio na temporada de 2006-2007 pelo Phoenix Suns, quando vinha do banco com um basquete agressivo e muitos pontos. O armador está com 13.2 pontos por partida e com ótimo aproveitamento superior a 40% nas bolas de três pontos. Tiago Splitter parece estar ganhando a confiança do metódico Greg Popovich, treinador dos Spurs. O jogador está com média de 21 minutos por partida, nove a mais que na última temporada, o que já alavancou um pouco sua médias para 9.2 pontos e 5.2 rebotes por jogo.

Everaldo Marques: Varejão e Splitter estão um degrau acima do que estavam na temporada passada. Varejão muito bem, apesar do Cleveland estar mal, está entre os reboteiros da NBA. Splitter quase não jogou ano passado, mas tá bem melhor agora, com mais tempo de quadra.Nene é o melhor brasileiro nos últimos anos, continua jogando muito bem e este ano está conseguindo pegar mais rebotes do que na temporada passada, que era uma das suas dificuldades. Leandrinho continua tendo o papel de sexto homem no Toronto Raptors, mas nesse ano está mais sólido por conhecer melhor o time.

Gustavo Hofman: Nene está em mais uma boa temporada. Melhor nos rebotes, está pontuando e com ótimo aproveitamento de FG. Leandrinho começou muito mal, hoje é o sexto homem do Toronto. Sofreu um pouco com esquema, mas melhorou muito agora, com quase 20 pontos de média. Varejão é um dos melhores jogadores de defesa da temporada, muito elogiado por todos os técnicos, não só do Cleveland. Os números do Splitter já melhoraram bastante. Até por conta do calendário apertado o Splitter está jogando mais e melhorando aos poucos. Popovich está acreditando mais nele, mas ainda é pouco pela expectativa criada por ele na NBA. Quando ele estiver em quadra, tem que aproveitar o máximo esse tempo de quadra.

Eduardo Agra: Os brasileiros estão em ótima temporada.Não gosto da comparação entre Nene e Varejão. Jogam em times diferentes e não dá para comparar direito. Talvez se o Nene estivesse no Cavaliers faria 20 pontos e 10 rebotes por jogo. Acho ele o melhor brasileiro na NBA. Independente disso, Varejão está na melhor temporada da sua carreira. O Tiago Splitter já está jogando mais e conseguindo bons jogos. Tem tudo para melhorar ainda mais.Leandrinho também se acertou nos Raptors e, mesmo vindo do banco, tem pontuado bastante e jogado regularmente neste ano.

LESÕES

Wade machuca o tornozelo e perde alguns jogos


A lista de lesionados nesse começo de temporada é assustador.  Derrick Rose, Dwyane Wade, Chris Paul, Ray Allen, Dirk Nowitzki, Andrea Bargnani, Luol Deng, Al Horford, Rajon Rondo, Manu Ginobili, Vince Carter, Eric Gordon, Zach Randolph, entre outros grandes jogadores da liga sofreram lesões, umas mais brandas e outras sérias, no primeiro mês de NBA.

Franquias e jogadores colocam a culpa de algumas dessas lesões no apertado calendário em que a liga está sujeita nessa temporada. Graças ao locaute, serão 66 jogos em quatro meses para cada time, todos, em algum momento do campeonato, jogarão três jogos em três dias consecutivos, o que tem sido determinante para a quantidade das lesões nesse ano.

RECORDES E CURIOSIDADES

Howard foi à linha do lance livre 39 vezes, recorde da NBA

Nesse primeiro mês de NBA algumas marcas expressivas foram alcançadas pelos jogadores e outras pelos times. Abaixo, um pouco dos recordes que foram batidos e de algumas curiosidades nesses primeiros 30 dias.

- O pivô Dwight Howard, do Orlando Magic, quebrou o recorde de lances-livres tentados em uma partida na história da NBA. O jogador foi 39 vezes para a zona do lance-livre contra o Golden State Warriors, no dia 12 de janeiro, quebrando a marca de Wilt Chamberlain (34). O recorde completaria 50 anos no final de fevereiro. Howard acertou apenas 21 dos 39 lances-livres e terminou a partida com 45 pontos e 23 rebotes.

- Dwight Howard tornou-se o maior pontuador da história do Orlando Magic na vitória contra os Pacers ao anotar 14 pontos e chegar a marcas de 10.657 pontos ultrapassando Nick Anderson, ex-recordista, que tinha 10.650.

- Com um lance-livre faltando 4:54 minutos do último quarto na vitória do San Antonio Spurs sobre o Houston Rockets, o pivô Tim Duncan chegou a marca de 21.792 pontos na NBA, ultrapassando a lenda do Boston Celtics, Larry Bird, que estava na 27ª colocação em pontos na história da liga.

- O alemão Dirk Nowitzki tornou-se o 23º jogador na NBA a alcançar a marca de 23 mil pontos na liga americana. Tamvém consegui a marca em um lance-livre, em jogo contra o Milwaukee Bucks.

- Tivemos apenas um jogo perfeito na NBA nesta temporada até agora. E ele foi entre Detroit Pistons e Milwaukee Bucks. Sim, perfeito no quesito lances-livres. O Pistons chutou 11 e fez os 11 enquanto os Bucks fizeram os 17 chutes do lance-livre. Esta foi apenas a segunda vez na história da NBA, desde que estipulou-se o relógio de 24 segundos de posse para cada ataque, em 1954, que um jogo acaba sem nenhum erro de lance-livre. A única vez que isso havia ocorrido foi em 2000, quando Raptors e Hawks combinaram para 16 lances-livres sem erro.

- Kevin Love conseguiu seu quinto jogo de pelo menos 30 pontos e 20 rebotes na carreira nesse primeiro mês de NBA, na derrota do dia 27 de dezembro para o Milwaukee Bucks. é a quinta vez na carreira que pivô dos Timberwolves conseguiu a marca. Dos jogadores em atividade, apenas Tim Duncan, com seis jogos nesse quesito, está a frente de Love.

- O Dallas Mavericks foi o primeiro time da história da NBA a ser campeão em uma ano e perder os dois jogos em casa na temporada seguinte.

- Todos os times da NBA jogarão em três dias seguidos em algum momento da temporada, o que não acontecia desde 1999, ano em que a temporada também foi mais enxuta devido ao locaute. E o Oklahoma City Thunder foi o primeiro e único time a vencer os três jogos seguidos em três dias, por enquanto.

- No jogo contra o Washington Wizards, o armador Ricky Rubio distribuiu 14 assistências em seu oitavo jogo na NBA. Apenas outros três jogadores conseguiram esse número nos primeiros jogos da carreira. Apesar de não serem muito conhecidos, seguem os nomes: Ernir Di Gregorio que alcançou a marca logo na sua estreia pelo Buffalo Braves em 1972, Bryan Warrick pelos Bullets em 1982 e Greg Grant pelo Suns em 1989.

TOP 5

PONTOS POR JOGO:
Kobe Bryant – 30.2
LeBron James – 29.1
Kevin Durant – 25.7
Kevin Love – 25.3
Carmelo Anthony – 23.6
REBOTES POR JOGO:
Dwight Howard – 15.6
Kevin Love – 13.7
Andrew Bynum – 12.7
Blake Griffin – 11.3
Anderson Varejão – 11.2
ASSISTÊNCIAS POR JOGO:
Steve Nash – 10.4
Rajon Rondo – 9.4
Chris Paul – 8.8
Kyle Lowry – 8.8
Jose Calderon – 8.7
TOCOS POR JOGO:
DeAndre Jordan – 3.0
JaVale McGee – 2.94
Serge Ibaka – 2.65
Marc Gasol – 2.35
Dwight Howard – 2.18
ROUBOS DE BOLA POR JOGO:
Chris Paul – 2.6
Mike Conley – 2.6
Ricky Rubio – 2.56
Iman Shumpert – 2.36
Jeff Teague – 2.16

11 Comments For This Post

  1. Felipe Noronha Says:

    Na verdade o Bulls ganhou um back-to-back-to-back também, se não me engano. Vale conferir.

  2. Felipe Noronha Says:

    Fui conferir e acho que errei, mesmo. Ótimo post.

  3. extratime Says:

    Obrigado pela leitura. Só o Thunder mesmo, por enquanto.

  4. Estéfano Souza Says:

    O que ficou acertado é que todos os times da NBA fariam 3 jogos em 3 dias pelo menos uma vez na temporada. Mas, se não me engano, há times que farão isso duas vezes na temporada.

  5. Bruno Cardoso Says:

    E quanto ao MVP? Derek Rose again?

  6. Estéfano Souza Says:

    Gostei do post, está bem completo. Só não concordo com uma coisa: ficou meio no ar que a coisa com os Lakers é que Kobe detona e o resto do time está mal. É bem verdade que jogadores do calibre de Josh McRoberts, Steve Blake e, nesta temporada, Metta World Peace não acrescentam muita coisa ao time. Mas será que esse fraco rendimento geral dos Lakers não tem a ver com o Kobe Bryant ter aumentado a sua média de arremessos por jogo nesta temporada, esfriando os próprios companheiros de time, que quando podem atacar a cesta, não o fazem de forma eficiente? Isso sem falar que o próprio Kobe força muitas jogadas antes mesmo do relógio do ataque chegar aos 10 segundos na contagem regressiva.

    Kobe é o melhor jogador em atividade da NBA, inquestionável. Mas muitas das derrotas dos Lakers vieram porque ele forçou a barra no ataque. Ele é jogador pra aparecer na hora certa, quando o time mais precisar. Enquanto esses momentos não chegam, ele tem a obrigação de envolver seus companheiros na partida. Pode até ser que isso seja causa do estilo mais defensivo do Mike Brown, mas se o KB força o jogo, é com o consentimento do treinador, e talvez isso explique porque os Cavaliers fracassaram em serem campeões mesmo com LeBron James.

  7. Estéfano Souza Says:

    Derrick Rose está jogando muito bola com esse ótimo time dos Bulls. Mas, pelo que vi até agora, o MVP vai ficar entre LeBron James e Kevin Durant, os dois líderes da liga em eficiência. É claro que muita coisa pode acontecer e é bem possível que a classificação final dos times para os playoffs influencie nessa decisão.

    E aí entra uma pergunta: na hipótese dos Timberwolves irem para os playoffs, seria absurdo demais dar o prêmio de MVP (lembrem-se: Most Valuable Player!!!) pro Kevin Love? Impressionante o que o cara faz, mesmo sem ter o atleticismo necessário para ser um pivô de referência: pontua, pega rebote pra cacete, tem bom arremesso de qualquer distância da quadra (os Clippers que o digam…), tem o tal "QI de jogador" que o Agra tanto comenta…

  8. Murilo Borges Says:

    Bom Estéfano, concordo contigo, em parte. De fato Kobe Bryant está forçando algumas jogadas, mas muito por conta da péssima armação dos Lakers. Sem Steve Blake para revesar com Derek Fisher como armador o time perde muito. Jogo dos Lakers está muito previsível, ataque não gira a bola e sempre acaba para os pivôs definirem de costas para cesta ou para Kobe Bryant tentar algo no um contra um. O próprio Kobe já falou em outras temporadas que quando ele faz mais de 40 pontos é que o time não está jogando bem. Acho que ele está sendo forçado a chutar 20 bolas por jogo por conta da péssima rotação ofensiva dos Lakers, não por querer chamar para ele ou algo do tipo.

    Muito obrigado pela leitura. O debate é sempre válido.

  9. Estéfano Souza Says:

    Acho que isso tem muito a ver com a mudança de mentalidade do time com a chegada do Mike Brown. Mas eu já vi muitas vezes o Kobe querer decidir o jogo sozinho com tempo no relógio de ataque, sem dar tempo para o time fazer a transição ofensiva. Fisher sempre foi limitado como armador, mas nem um CP3 conseguiria armar o time se o Kobe concentra o jogo em si mesmo – e isso tem a conivência do Brown.

    Apenas acho o seguinte: Kobe tem jogos de 40 pontos porque o time não está bem e o time não tem a chance de fazer algo porque o Kobe tem jogos de 40 pontos e mais de 30 arremessos por partida. É desperdício de talento colocar Gasol e Bynun abaixo da marca dos 15, 20 pontos por jogo e mais de 10 rebotes por partida. E isso o KB tem culpa por forçar demais e deixar os pivôs fora de posição para tentarem pegar rebotes ofensivos.

  10. Artur Cirilo Says:

    Post excelente parabéns. Vou discorda de um comentário acho que foi do gustavo ou do everaldo que falou que o nenê melhorou nos rebotes em relação ao ano passado que era um ponto fraco dele e talz, mas depois do melo drama quando aconteceu a troca eu assisti vários jogos dos nuggets e alguns nessa temporadas e tipo todo mundo pega rebote, vi muito o nenê e o k. martin apenas fazerem a proteção pra alguem vir pegar a bola ja pra sair em transição, não acho que ele não pega rebote por que tem deficiência mas por causa do estilo de jogo dos nuggets… =)

  11. Murilo Borges Says:

    Obrigado Artur!

    O ExtraTime trará muitas novidades nos próximos dias….

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