Um dos principais jogadores da defesa do New England Patriots, Jerod Mayo foi para o Pro Bowl duas vezes, tem um título, já liderou a liga em tackles e para completar os destaques em seu currículo venceu o prêmio de melhor novato defensivo. Após oito temporadas sólidas na NFL, ele decidiu se aposentar aos 29 anos e isso coloca outra pulga atrás da orelha de quem acompanha o futebol americano.

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Como justificativa, Mayo disse que tomou a decisão com a família e não citou nenhum outro motivo em específico para tomar a decisão. Muito disso pode ter a ver com as lesões, sendo que ele terminou as últimas três temporadas na lista dos machucados – atuou todos os 16 jogos no ano passado, mas se machucou para os playoffs. Ao longo de sua trajetória no futebol americano, acumula cirurgia no joelho e outras lesões importantes. Talvez o corpo pediu descanso.

Mayo acumulou cerca de US$ 42 milhões na sua carreira, o que é um belo pé de meia, mas pelo nível que estava atuando e pela idade, provavelmente ainda teria mais alguns anos com oportunidades na NFL. Além dele, outros jogadores se aposentaram de maneira precoce do último mês pra cá, incluindo Marshawn Lynch (29) e Calvin Johnson (30). Em 2015, o defensor Chris Borland, que atuava no San Francisco 49ers, pendurou as chuteiras após apenas uma temporada na liga.

Cada vez mais as lesões graves vão ganhando holofote maior na NFL. Johnson alegou muitas contusões como o motivo da aposentadoria e Borland parou por causa das concussões. Há mais casos importantes no passado recente, como Patrick Willis (parou com 30 anos) e Anthony Davis (25), ambos atuavam nos 49ers.

A maioria das aposentadorias precoces são de jogadores que estão mais perto da bola na hora do snap e que o contato é contínuo, como linebacker, linha ofensiva e running back, posições que protagonizam as “trincheiras”. Com o conhecimento maior das concussões e a realidade das lesões graves, parece que essa faixa de 29 anos para pendurar as chuteiras se tornará tendência logo.


  • Gustavo Barreto

    Os wide receivers também sofrem, porque tomam os choques mais velozes, consequentemente os mais fortes.

    No médio prazo, pode desestimular o interesse das crianças na prática do esporte (dos pais principalmente). É algo que a liga tem que analisar.

  • William Aparecido Brandino

    E parece que a barca anda, Jon Beason também pendurou o capacete.