
Mike D'Antoni sobre sua saída dos Knicks: "Dói muito. Ainda dói"
Mais de dois meses após sua saída do New York Knicks, o técnico Mike D’Antoni falou ao site da revista Sports Illustrated e afirmou que nas circunstâncias de seu desligamento da franquia nova-iorquina, não havia o que ser feito. “Um obstáculo tinha que ser removido”, diz.
No início de março, os Knicks acumulavam um retrospecto de seis derrotas seguidas e viram a vaga para os playoffs ameaçada. Para piorar a situação de D’Antoni na equipe, diversos jornais apontavam uma briga como Carmelo Anthony como uma das principais razões da má fase da equipe. No dia 14, o treinador pediu demissão.
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Os assistentes Dan D’Antoni, irmão de Mike, e Phil Weber acabaram demitidos por serem muitos próximos do antigo treinador. Mike Woodson, ex-técnico do Atlanta Hawks e também assistente, assumiu o comando da equipe e em 24 partidas, perdeu apenas seis jogos.
Na entrevista, que também contou com a participação de Dan, Mike falou sobre como foi sua saída do time, a dura experiência de treinar uma equipe nova-iorquina, a vida pós-NBA e o sucesso de Jeremy Lin. Leia alguns trechos da conversa do técnico com a Sports Illustrated abaixo:
Demitido ou se demitiu?
“Eu resignei. Estava em meu carro, indo para o treino e simplesmente deu em mim. É isso. É inevitável. Eu tenho que resignar. Não vamos a lugar algum. Tomei a decisão ali. Liguei para Glen Grunwald [diretor esportivo dos Knicks] e disse para ele que ia fazer isso. Liguei em seguida para Laurel [sua esposa] e contei a ela. Glen falou com o Sr. Dolan [dono dos Knicks], me encontrei com eles após o treino e informei que estava de saída.” D’Antoni evita dizer “demissão” e pede para que usem “resignar” em seu lugar.
Saída dos Knicks sem despedida
“Eu pensei que seria melhor se eu não aparecesse. Eu não ia treiná-los mais, então por que complicar tudo? No final, eu acabei conversando com a maioria dos jogadores de qualquer forma. Muitos deles me ligaram.” Questionado sobre quem ligou e quem não ligou, D’Antoni preferiu não comentar.
Vida pós-Knicks e pós-NBA
“Coloquei meus pijamas e não saí deles durante um mês. Sabe aquelas pessoas que entregam comida na sua casa? Eles foram os únicos que me viram.” O jornalista Jake McCallum diz que D’Antoni não perdeu seu senso de humor, ao que o ex-técnico dos Knicks rebate: “Quem disse que estou brincando? Sério, resignar dói. Dói muito. Ainda dói”.
Dificuldades de treinar em Nova York
“Existe muita pressão, mas é para isso que eles pagam você. Ainda assim, é um emprego incrível e acredito que Mike Woodson vai fazer um grande trabalho. Chegamos a um ponto em que tínhamos problemas, não conseguíamos resolvê-los e um obstáculo tinha que ser removido.”
Jeremy Lin
“Qualquer um que disser que sabia sobre Jeremy Lin está de brincadeira. Mas nós gostamos dele, pensamos que ele poderia ser bom. Quando ele mostrou que realmente era bom, é claro que foi uma surpresa, mas de algumas forma, fez sentido.”
Desejo de voltar à NBA
“Não tenho segredos quanto a isso. Eu quero voltar, mas não tem nada acontecendo agora e a experiência me diz que devo ficar aqui [em sua casa em Port Chester]. Michael [seu filho] está em seu último ano e vê-lo se formar seria uma boa razão para ficar aqui por um ano.”




