Seleção brasileira no estádio de Fukuoka (Crédito: Divulgação)

Seleção brasileira no estádio de Fukuoka (Crédito: Divulgação)

Como na estreia contra o Japão, o Brasil mostrou um beisebol competitivo contra a tradicional Cuba. E, como na estreia contra o Japão, um momento de instabilidade no momento de acionar os arremessadores reservas acabou custando a derrota para a seleção. Neste domingo, em Fukuoka (Japão), os cubanos venceram por 5 a 2 e praticamente eliminaram os brasileiros do World Baseball Classic, o Mundial da modalidade.

As primeiras quatro entradas foram de duelo de arremessadores, mas com alguns sustos. O abridor brasileiro André Rienzo começou mal e cedeu três walks nas duas primeiras entradas. No entanto, passou a controlar melhor seus arremessos e chegou a eliminar nove cubanos em sequência.

Enquanto isso, Ismael Jiménez cedeu quatro rebatidas e quase viu o Brasil abrir o marcador na terceira entrada. A seleção brasileira tinha um corredor na segunda e um na primeira base, dois eliminados. Matsumoto conseguiu um contato sólido e mandou a bola para o campo central. Guillermo Heredia teve trabalho para realizar a eliminação. Com isso, o abridor cubano conseguiu segurar o ataque brasileiro enquanto esteve no montinho.

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Cuba começou a impor sua maior experiência e superioridade técnica na quinta entrada, justamente quando mudou sua estratégia. Os caribenhos pararam de tentar grandes rebatidas, tradição de sua escola, para buscar bolas curtas.

José Fernández conseguiu um walk no início da entrada e passou a impor velocidade. Eriel Sánchez foi eliminado na tentativa de um bunt, mas Erisbel Arruebarruena teve uma rebatida simples que levou Fernández para a terceira base. Guillermo Heredia foi eliminado em seguida, mas Arruebarruena se adiantou na corrida para a segunda base e evitou a queimada dupla, permitindo a Fernández abrir o placar.

Rienzo foi obrigado a deixar o montinho pela contagem de arremessos, sendo substituído pelo cubano naturalizado brasileiro Ernesto Noris. Alexei Bell teve uma rebatida simples que impulsionou a corrida de Arruebarruena.

Na entrada seguinte, Gabriel Asakura subiu no montinho e permitiu que as bases ficassem lotadas. Hugo Kanabushi entrou, mas não evitou uma corrida de Frederich Cepeda.

O Brasil tentou reagir ainda na sexta entrada. Felipe Burin, Leonardo Reginatto e Daniel Matsumoto chegaram em base sem nenhum eliminado, mas uma queimada dupla em contato de Reinaldo Sato limitou o ataque a apenas duas corridas (Burin e Reginatto) nessa passagem pelo bastão.

A última esperança real brasileira foi no início na sétima entrada, quando Juan Muniz teve uma rebatida dupla. No entanto, o árbitro o eliminou por considerar que o defensor externo não havia pisado na primeira base durante sua corrida (o replay mosrtou que ele tocou na lateral da base com a ponta do pé). A confusão acabou com o ânimo do Brasil, que não teve forças para reagir.

Com a derrota, o Brasil depende de uma combinação rara de resultados. Precisa vencer a China na terça, torcer para que o perdedor de Japão x Cuba também perca para os chineses e que o vencedor de japoneses x cubanos vençam a China. Isso provocaria um tríplice empate na segunda posição e os brasileiros poderiam passar pelos critérios de desempate.

O cenário mais provável é que Japão e Cuba confirmem seus favoritismos e fiquem com as duas vagas do grupo na segunda fase. Desse modo, o Brasil x China da terça definiria o terceiro colocado na chave, que garante uma vaga automática no WBC de 2017.

Momento-chave

Entrada do bullpen brasileiro
Como ocorreu neste sábado contra o Japão, o Brasil teve problemas em conter o ataque adversário quando se viu obrigado a trocar seus arremessadores. Na estreia, Murilo Gouvea, principal reliever brasileiro, segurou o placar até a sexta entrada. Mas, sem poder utilizá-lo contra Cuba pelo desgaste do dia anterior, o técnico Barry Larkin foi obrigado a usar rodar o bullpen prematuramente. Foi o momento em que o ataque cubano apareceu com força e abriu a vantagem definitiva na sexta entrada.

O cara

Guillermo Heredia
Protagonizou a eliminação-chave para os cubanos na terceira entrada e impulsionou José Fernández na primeira corrida cubana.

O número

6
Quantidade de strikeouts de Ismael Jiménez em quatro entradas e dois terços. Mesmo cedendo quatro rebatidas, o arremessador cubano conseguiu conter o ataque brasileiro com muitas eliminações por strike, evitando que os corredores pudessem percorrer base e, eventualmente, anotar corridas.