É normal o campeão do ano ditar a nova tendência da liga. Na MLB, isso é presente há tempos, algo que primeiramente ficou bem conhecido quando a força dos home runs de Babe Ruth e o New York Yankees na década de 1920 resultou em uma massiva troca de estilo de jogo em todo beisebol. Mais recente e em menor escala, o Kansas City Royals e suas duas chegadas à World Series em sequência acendeu uma questão importante para a administração das outras equipes: bullpen competente que tende a garantir vitórias em outubro. E seguindo a moda do momento, o time do Bronx pode se orgulhar de ter um trio espetacular.

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Cuidadosamente o gerente geral Brian Cashman analisou o atual mercado de agentes livres. Mesmo com muita grana para gastar e dono de um cofre infinito, preferiu não assediar muitos nomes conhecidos no mercado – como Jason Heyward e Zack Greinke. Ele quer fugir dos contratos longos que tanto ainda assombram os Yankees, caso de C.C. Sabathia e Jacoby Ellsbury. Sendo investigado e analisado pela MLB na questão de violência doméstica, Chapman nunca esteve com o valor de troca tão baixo desde que entrou nas grandes ligas (2010).

Em situações normais, os Yankees precisariam de muito mais para adquiri-lo. O Cincinnati Reds, sabendo que os problemas fora de campo do cubano fechador podem resultar em uma suspensão grande ou até mesmo cadeia, resolveu continuar no processo de reformulação e trocou rapidamente Chapman por alguns jogadores jovens que parecem irrelevantes. Olhando por cima, os Yankees conseguiram o melhor reliever canhoto da atualidade a preço de banana.

E a aposta vale muito a pena para os Yankees. Mesmo se Chapman se complicar perante a lei a troca estará muito bem justificada. A qualidade da bola rápida mais veloz da história fala por si só, e o potencial de tornar esse bullpen – que na parte final tem Dellin Betances e Andrew Miller – o mais temido dos últimos tempos é real.

Na última temporada, Chapman, Betances e Miller ficaram em três das quatro primeiras posições da liga em strikeouts por nove entradas. São jogadores excelentes em não deixar o rebatedor encostar na bola, algo crucial em um estádio voltado para as rebatidas longas. Além do mais, Chpaman e Miller são quase irrebatíveis contra canhotos, e a casa dos Yankees foi construída para esse tipo de rebatedor.

É um encaixe perfeito. Se os Royals por tanto tempo tiveram a combinação sensacional de Kelvin Herrera, Wade Davis e Greg Holland, na sétima, oitava e nona entrada, respectivamente, o trio dos Yankees tem tudo para ser ainda mais brilhante. Encarar uma bola rápida espetacular, slider incrível e bola de curva insinuante em sequência. É melhor os rebatedores da divisão Leste da Liga Americana correrem para as montanhas.

Projetar a atuação do bullpen a médio prazo é perigoso, ainda mais em uma função em que muitos jogadores mudam da água do dia. Mas é para o torcedor ficar muito animador com o que está por vir, e os próximos anos também. Betances (27), Miller (30) e Chapman (27) são jogadores com boa idade e com muito tempo de controle da franquia.

Foi uma tacada perfeita de Cashman. Esperou o melhor momento para abocanhar um jogador excelente para ser a cereja do bolo em um excelente bullpen. O que os Yankees têm a perder? Quase nada. O custo benefício é mais do que justificável. Que venha o trio mais esperado de 2016.