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Após troca de Phaneuf, rumores malucos rondam a NHL e não dá para descartar o improvável

Na era da informação em tempo real, uma semana é uma eternidade. A troca de Dion Phaneuf, na última terça-feira, portanto, é assunto tão antigo quanto a queda do Muro de Berlim. Mas quando se trata de Toronto Maple Leafs, tempo é uma grandeza quase desprezível. E depois de protagonizar a troca mais importante do ano, a três semanas do dia-limite de trocas, a franquia se vê envolvida nos boatos mais improváveis. Quem duvida?

Antes de tudo, um resumo. Apesar de não envolver nenhum nome na crista da onda, mesmo contando com Phaneuf, o número de peças envolvidas transformou a negociação na chamada “super troca”. O Toronto mandou Phaneuf, Matt Frattin, Casey Bailey, Ryan Rupert e Cody Donaghey para Ottawa e recebeu Jared Cowen, Colin Greening, Milan Michalek, Tobias Lindberg e uma escolha de segunda rodada em 2017.

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A troca aconteceu mais ou menos seis anos depois da chegada de Phaneuf a Toronto, em outra negociação que abalou as estruturas da NHL, mas por outras razões além do próprio peso do defensor. Para a esmagadora maioria, o Calgary Flames fez um péssimo negócio ao mandá-lo para os Leafs junto com Fredrik Sjöström e Keith Aulie e receber em troca Matt Stajan, Niklas Hagman, Ian White e Jamal Mayers. É irônico, hoje, olhar para trás e perceber que a troca acabou se resumindo a números. E isso tem a ver com a saída de Phaneuf.

Dos nomes envolvidos na negociação de 2010 entre Flames e Leafs, apenas um segue ativo na NHL, Jamal Mayers, pelo Calgary. Os demais se aposentaram ou se mandaram para a Europa. E a vida de nenhuma das franquias, nem Flames nem Leafs, tomou outro rumo com as mudanças. O mesmo vale para Phaneuf.

À época, Phaneuf era considerado o futuro franchise player do Calgary. Burke, consagrado por montar o time vencedor do Anaheim Ducks em 2007, era gerente geral dos Leafs e foi incensado como um grande estrategista pela negociação. Por outro lado, Darryl Sutter, então gerente geral dos Flames, foi crucificado. E a vida continuou.

As coisas não aconteceram para Phaneuf, Burke e os Leafs, o sonhado timaço não foi montado e o time só alcançou os playoffs uma vez. Ironicamente, logo após sua saída, Burke teve uma breve passagem pelos Flames. Por lá, aliás, tudo ficou na mesma, também. Em seis temporadas, apenas uma participação em playoffs. Jarome Iginla deixou a franquia, que vive uma reconstrução aparentemente mais rápida que a do Toronto — eternamente em obras.

O próprio Phaneuf viu seu status diminuir. Claro, sozinho, não faria nenhuma revolução nos Leafs, mas o defensor incontestável já não existia mais. Outro motivo para o choque com a super troca da terça-feira passada. Para os Leafs, a temporada acabou, então, tanto faz. Os Senators buscam em Phaneuf a peça que falta para fechar o elenco e arrancar rumo à pós-temporada. É possível que o saldo final seja o mesmo de seis anos atrás e nada de significativo aconteça, apesar de alguns jogadores jovens envolvidos.

Mas sempre tem os dias seguintes e os dos Leafs vêm sendo bem divertidos. Os rumores que rondam o dia-limite de trocas falam em dois capitães aportando em Toronto: John Tavares, o homem-chave da recuperação do New York Islanders, e Steven Stamkos, que levou o Tampa Bay Lightning a sua segunda decisão de Stanley Cup. Oi? Ou o gerente geral Lou Lamoriello e o técnico Mike Babcock têm mais poderes que se pensa ou… não, não dá. A risada vem de qualquer jeito. Mas é só lembrar da troca de 2010 para cair na real: no Banco Imobiliário da NHL, tudo é possível.

E por falar em rumores, já se fala em Connor McDavid para capitão do Edmonton Oilers. Para a temporada que vem! Bom, para quem, aos 19 anos de idade, já é Wayne Gretzky, vai ver esse é o caminho natural. Leafs, Senators, Flames, Oilers… o Canadá é país do hóquei ou do boato, afinal?